Ranking .70

RANKING ANOS 70

1 O Poderoso Chefão
(The Godfather), 1972
direção: Francis Ford Coppola
757 pontos
29 votos
8 poles
13 pódiuns

Da mesma década que nasceu o primeiro filme de certa trilogia que mudou a maneira de se fazer cinema, persiste a influência e poder do primogênito de outra, que é prova de cinema criado e defendido por cineastas autorais, capazes de não ceder a interesses secundários quando têm uma câmera a mão. Somente um criador deste tipo seria capaz de transformar um provável filme bang-bang sobre o declínio da máfia em uma saga sobre a mais sagrada das instituições, a família. Hipnótico sem sangue grátis, sem efeitos e sem sabres de luzes, O Poderoso Chefão consegue fugir fácil do simples etiquetamento de clássico (Roger Kiihl).

2 Taxi Driver
(Taxi Driver), 1976
direção: Martin Scorsese
740 pontos
30 votos
3 poles
14 pódiuns

Martin Scorsese é um diretor fascinado por personagens que não possuem um mundo exterior muito atrativo, muito cheio de acontecimentos, pessoas, enfim, personagens que não conseguem conviver muito bem com a sociedade que as rodeiam. Essas personagens também costumam refletir uma faceta muito crua da América e de sua situação. Em Taxi Driver, esse esquema não é diferente. Aqui temos Travis Bickle, um sujeito claramente abalado pela guerra do Vietnã e em processo de auto-destruição, processo esse que acompanha a degradação moral pela qual ele vê seu país passar através dos retrovisores de seu táxi nas noites da considerada capital do mundo, Nova York. Taxi Driver não está simplesmente no topo da minha lista dos anos 70. Está no topo da minha lista do cinema (Daniel Pilon).

3 Laranja Mecânica
(A Clockwork Orange), 1971
direção: Stanley Kubrick
688 pontos
27 votos
4 poles
12 pódiuns

Laranja Mecânica, o livro de Anthony Burgess, é aquele tipo de obra com o poder de marcar época. Criativo e original, chega até mesmo a criar um idioma próprio para seus personagens. Adaptar algo de tanta complexidade para o cinema requer alguém como Stanley Kubrick para fazê-lo e, assim, alcançar sua genialidade. Com todo seu perfeccionismo, Kubrick recriou esta história com sua principal característica, ironia fina e sutil, destilada cena após cena. Juntando os pontos de vistas de dois gênios, Laranja Mecânica, o filme, tornou-se inesquecível para boa parte dos cinéfilos, mesclando crítica social, originalidade e o toque de classe kubrickiano. Da perversão à cura, somos todos como Alex, buscando sua ultraviolência no começo, não suportando Beethoven durante ou nos sentindo curados no final. Só que do outro lado da imagem (Carlos Massari).

4 Apocalypse Now
(Apocalypse Now), 1979
direção: Francis Ford Coppola
656 pontos
28 votos
4 poles
9 pódiuns

“O horror… O horror…”. Sabe aquele breve momento que só existe numa sala de cinema, quando as luzes se apagam, a tela fica escura e esperamos ansiosos pela luz capaz de nos guiar para longe das trevas? Este momento demora quase uma eternidade em Apocalypse Now. E enquanto a luz não chega, o som se aproxima. Dúbio. Até que numa imagem, que se abre em verde e azul, uma sombra parece explicar: “é um helicóptero!”. Mas não é. O som é outro. É o rotor do nosso próprio cérebro pegando no tranco para se capacitar (nem sempre plenamente) para a viagem. E que viagem. Entre devaneios, explosões, loucura e coerência, destacam-se as fusões que nunca se concretizam por completo. Cenas coladas num vai-e-vem. Indissociáveis. Unindo Kurtz e Willard, Marlon e Walter, Sheen e Benjamin, Coppola e Eu, ou Você, ou Todos Nós. This is the end, beautiful friend (William Wilson).

5 Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
(Annie Hall), 1977
direção: Woody Allen
505 pontos
23 votos
2 poles
3 pódiuns

Outro dia eu estava na fila do cinema quando um idiota atrás de mim ficou cuspindo suas opiniões sobre os filmes do Woody Allen para a garota que o acompanhava. Ficou dizendo que o Woody era um roteirista decente, mas que nunca poderia ser considerado um grande cineasta porque ele filmava de um modo muito “fácil”, e que o mero fato de que seus filmes são produzidos anualmente era uma grande prova disso que ele dizia. Eu virei para trás e disse que ele era um idiota pontificando daquele modo em um local público – e que não era porque o Woody não morria de fome fazendo filmes-cabeça brasileiros que ele não poderia ser também um artista com um discurso próprio e com algo a dizer. Aí o idiota me disse que ele (o idiota) tem um blog de cinema com centenas de acessos diários e que ele escreve para sites especializados, que já que estudou cinema na faculdade e por isso as opiniões dele têm embasamento teórico suficiente. Então eu puxei o Martin Scorsese de trás de um daqueles cartazes que estavam ali no saguão e o tio Marty disse para o idiota, “a idéia de cinema que você defende é um amontoado de besteiras, e você acabou de invalidar o impulso criativo de centenas artistas na história da Humanidade. Como alguém como você pode ser considerado um expert em qualquer assunto está além da minha compreensão”.

Ah, se a vida fosse assim… (Fer Funchal)

6 O Poderoso Chefão – 2ª Parte
(The Godfather – Part II), 1974
direção: Francis Ford Coppola
447 pontos
18 votos
0 poles
8 pódiuns

Muito se fala sobre a importância dos anos 70 para uma geração de cineastas norte-americanos dispostos a retocar a gramática do cinema de grandes estúdios. Dentro dessa idéia (que não deixa de ser uma generalização), é impossível desconsiderar o segundo O Poderoso Chefão como um dos exemplos mais grandiosos da engenharia complicada que diretores como Coppola e Scorsese praticaram. Talvez por isso mesmo, entre as maiores lembranças que tenho do filme não estão ações de personagens ou cenas específicas: mas a imagem da incrível ambição de um cineasta que, com pretensões ao mesmo tempo épicas e íntimas, conseguiu refazer, ampliar, contorcer e expor arestas de uma história que, de alguma forma, ele já havia contado. Como se explodisse o primeiro filme em centenas de cacos, Coppola criou uma obra-prima de fragmentos. Que às vezes até se completam (Tiago Superoito).

7 Gritos e Sussurros
(Viskiningar Och Rop), 1972
direção: Ingmar Bergman
409 pontos
18 votos
3 poles
4 pódiuns

Um texto sobre Gritos e Sussurros deveria obrigatoriamente falar sobre todos os simbolismos reunidos na engenharia pictórica desta obra-prima de Ingmar Bergman. Mas eu nunca seria capaz de traduzir em palavras um décimo do feito desse diretor. O texto também deveria examinar a invasão ao microverso familiar mais devastador que o cinema já acompanhou. Mas certamente minhas linhas divagariam para um imenso vazio retórico que macularia o longa. Tudo porque eu não consigo racionalizar sobre este trabalho, que não apenas é um filme que, com o perdão da frase feita, me rouba as palavras, mas que me deixa fraco, exausto, pequeno. Que me faz ter certeza de que eu ainda não sei de nada sobre a vida ou suas cores (Chico Fireman).

8 Chinatown
(Chinatown), 1974
direção: Roman Polanski
362 pontos
18 votos
0 poles
0 pódiuns

“Esqueça, Jake. É Chinatown”. A célebre frase que encerra o filme de Roman Polanski não poderia ser mais irônica ao pensarmos sobre a obra-prima realizada aqui. Como esquecer as magníficas atuações da trinca de ouro Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston? Como esquecer os afiados diálogos escritos por Robert Towne? Como esquecer a direção precisa e desapressada de Polanski? Como esquecer a trilha sonora de Jerry Goldsmith? Impossível. Chinatown permaneceu como clássico a seu próprio modo, contrariando as expectativas de um filme noir comum para se tornar um excepcional exemplar do gênero, que, como uma meticulosa investigação, nos leva a descobrir pouco a pouco, e a cada revisão, as nuanças de sua perfeição (Renato Silveira).

9 Manhattan
(Manhattan), 1979
direção: Woody Allen
354 pontos
16 votos
2 poles
4 pódiuns

Woody Allen – a persona – aprendeu alguma coisa no fim dos anos 70, início dos 80? Ele exterioriza em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), o fim do relacionamento com Diane Keaton por meio de uma peça teatral que acaba por negar a simples contradição existente nas pessoas crescendo distantes umas das outras. Na gloriosa conclusão de Manhattan, Lolita-de-partida pede para que nosso herói tenha mais fé nas pessoas; mas como acreditar em coisas tão movediças e transitórias como uma garota de 17 anos ou uma metrópole pulsando em variados ritmos? Com Zelig (1983), somos arremessados a uma realidade paralela na qual todos agem como Allen, a persona. Ele não aprendeu nada, mas quem aprende? Manhattan é um pequeno limbo entre dois pólos imutáveis, é o marco zero de algo que mal começou, é um compêndio de coisas que sequer foram catalogadas (Guilherme Alves).

10 Barry Lyndon
(Barry Lyndon), 1975
direção: Stanley Kubrick
354 pontos
15 votos
1 pole
1 pódium

Todo o distanciamento de um narrador em terceira pessoa e dos movimentos de zoom out em cena não nos deixa passar ilesos pela trajetória ora sedutora e apaixonante, ora amarga e trágica de Barry Lyndon. O sofisticado apuro estético traduz-se, por exemplo, na cena em que Barry seduz Lady Lyndon diante de um jogo de cartas, a luz de velas, ao som do Trio Opus 100, de Schubert. A troca de olhares e a música em andamento crescente culminam num belíssimo banho de luar que anuncia o futuro casal. O perfeito casamento entre imagem e música torna Barry Lyndon uma das mais bem sucedidas experiências na história do cinema. (Eduardo Miranda).

11 Um Estranho no Ninho
(One Flew Over the Cuckoo’s Nest), 1975
direção: Milos Forman
351 pontos
16 votos
0 poles
1 pódium

Um Estranho no Ninho consta de todas as listas de filmes favoritos. Foi o primeiro, desde Aconteceu Naquela Noite (1934), a conquistar todos os cinco principais prêmios da Academia: filme, diretor (Milos Forman), ator (Jack Nicholson), atriz (Louise Fletcher) e roteiro. Em tom de comédia macabra, o filme pretende ser um grito à liberdade do indivíduo diante da opressão, uma forma diferente de apresentar a velha luta tantas vezes explorada pelo cinema: Homem contra Sistema. Adaptado do best-seller influente de Ken Kesey, o enredo é altamente eficaz em retratar o sanatório, o uso de drogas, os eletrochoques e a lobotomia como métodos de repressão ao livre-arbítrio humano. Numa época em que a crença é a submissão, o desempenho de Nicholson vence e prevalece enquanto representação do espírito purificador, que vez em quando, aparece para nos renovar (Marfil).

12 A Noite Americana
(La Nuit Américaine), 1973
direção: François Truffaut
327 pontos
14 votos
0 poles
4 pódiuns

A primeira seqüência de A Noite Americana leva o público a deduzir que o filme de François Truffaut seja mais uma história de ficção como outra qualquer vista nos cinemas. Ledo engano! Quando ouvimos a expressão “corta!” da boca do próprio diretor, o espectador mais desavisado logo percebe que se trata de uma película sobre o fazer cinematográfico. Usando como mote a justaposição entre realidade e ficção, A Noite Americana declara o amor de François Truffaut pela sétima arte. A dedicação transparece nas telas a ponto de questionar se os filmes são mais importantes que a vida. Resposta: a harmonia e a beleza do mundo cinematográfico tornam a vida melhor (Camila Vieira).

13 Contatos Imediatos do Terceiro Grau
(Close Encounters of the Third Kind), 1977
direção: Steven Spielberg
273 pontos
15 votos
0 poles
1 pódium

Em entrevista, Steven Spielberg disse que, hoje, aos 59 anos, não faria Contatos Imediatos do Terceiro Grau da maneira que o concebeu, aos 30 anos de idade. Afirmou que era imaturo, que o fato de ter se tornado um pai de família o fez olhar a história de Roy Neary (Richard Dreyfuss, no papel de sua carreira) por outro ângulo. Seu olhar para os mistérios do espaço pode ter se modificado na mesma medida do lado família do diretor, mas os olhares de assombro, medo e choque de seus personagens continuam lá, em todas as suas obras: seja quando seus protagonistas se deparam com um tubarão, seja quando arregalam os olhos diante de uma nave extraterrestre, de um alienígena – bom ou mau – ou um de dinossauro. Contatos Imediatos, seu 2001-Uma Odisséia no Espaço em termos de orquestração de sons e imagens, é repleto desses olhares cheios de curiosidade que Spielberg sabe filmar – e provocar – tão bem (Diego Maia).

14 Morte em Veneza
(Morte a Venezia), 1971
direção: Luchino Visconti
268 pontos
12 votos
0 poles
1 pódium

O filme de Luchino Visconti foi o grande destaque dos 25 anos do Festival de Cannes, em 1971. Baseado na obra de Thomas Mann, conta a história do compositor Gustav Aschenbach, obcecado pela beleza e pela busca da eterna juventude, personificados no arquetípico Tadzio. Muitos reduzem o encontro dos dois ao apelo homoerótico presente no texto, mas a secreta paixão revela muito mais. O mundo estava à beira de mudanças abruptas e Mann soube como ninguém captar a essência dessas transformações através de seus personagens, belos e grotescos, mas acima de tudo humanos. Na transcriação para o cinema, Visconti se cerca de imagens exuberantes e direção de arte detalhista, além da música de Mahler, para dar vida ao libelo de Mann. A barca de Caronte que conduz Aschenbach por entre os canais de Veneza, acaba levando o espectador a um mundo de luz e sombra que revela, mais que um filme, um retrato da condição humana (Guilherme Lamenha).

15 Tubarão
(Jaws), 1975
direção: Steven Spielberg
243 pontos
13 votos
0 poles
0 pódiuns

Muitos consideram Tubarão o marco da existência – e dominação – dos blockbusters. Outros o vêem como mais um exemplo do cinema comercial de Spielberg com um visual antiquado. Sinceramente, não importa a denominação que dêem ao filme, ele é genial. O nascimento de um dos diretores mais importantes do cinema atual – seja amado ou odiado – imortalizando aquilo que sempre soube fazer: entreter. O suspense dinâmico do filme; o clima de empreitada mal resolvida; um monstro falso, que, graças à montagem e à brilhante trilha sonora de John Williams, tornou-se assustador; a câmera passeando pelas águas, marasmada, até o ápice quase hitchcockiano… Tubarão é certamente um marco, um marco para o cinema de aventura que engloba dos mais diversos gêneros e emoções: pulsante, vibrante e enigmático [imaginem agora a música ao fundo: ta rã, ta rã, tarã, tãrã, tãrãrãrã…] (Gabriel Carneiro).

16 Amarcord
(Amarcord), 1973
direção: Federico Fellini
235 pontos
10 votos
1 pole
5 pódiuns

Guiado pelo mestre Fellini, é um parque de diversões temático, onde as atrações são nossas recordações preciosas e mutáveis pelo tempo, desconexas, imersas nas nossas repressões e medos. Fellini regressa a seu imaginário juvenil (e deixa dúvidas se está encerrando-o, renegando-o ou homenageando-o) e oferece o último olhar romântico a personagens e contexto, onde se evidencia a magia do/pelo passado quando este já se encontra muito distante (Rudá Lemos).

17 O Passageiro/Profissão Repórter
(Professione: Reporter), 1975
direção: Michelangelo Antonioni
231 pontos
11 votos
1 pole
2 pódiuns

Antonioni vira pelo avesso o tema hitchcockiano do homem errado: seu personagem é um homem que quer ser outro e não consegue. Mesmo que metido em sua intriga internacional, sua maior desgraça é se dar conta de que não pode compreender nem uma tribo africana nem sua mulher, pela impossibilidade de ser o outro. Ele diz no início do filme “se eu escrever sobre o que vejo fora da janela, isso é somente o que vejo dessa realidade, não a realidade”. Profissão Repórter é quase um complemento de Blow Up, e seu famoso, enigmático e trágico plano-seqüência no fim é quase uma demonstração cinematográfica dessa frase (Milton do Prado).

18 Quando Explode a Vingança
(Giù la Testa), 1971
direção: Sergio Leone
226 pontos
10 votos
0 poles
3 pódiuns

Era Uma Vez no Oeste foi o epílogo de uma história e o filme que pode representar a nova idade do cinema este é Quando Explode a Vingança do mesmo Sergio Leone. Não há mais mito de indivíduo e civilização. A natureza e a solidão do oeste selvagem dão lugar a grupos de párias, a uma tecnologia primitiva e ao mesmo tempo pós-apocalíptica com explosivos, motocicletas e locomotivas desgovernadas. O terrorista irlandês John Mallory (James Coburn) e o ladrão mexicano Juan Miranda (Rod Steiger) levam às últimas consequências a sentença maoísta que abre o filme. A década de 70 – o momento mais radical das experiências do cinema – tem um representante a altura de sua grandeza. Tem como herdeiro moral o cinema de John Carpenter (Francis Vogner).

19 Verdades e Mentiras
(F for Fake), 1975
direção: Orson Welles
203 pontos
10 votos
0 poles
1 pódium

Já foi dito: o cinema é a verdade (e a mentira) a 24 quadros por segundo. E parece ser o melhor meio para a montagem de um quebra-cabeça que busca afirmar uma contradição máxima: uma fraude original. Welles, que quando jovem havia declarado guerra ao mundo, brinca com sua trajetória ao afirmar (mentindo?) que começou pelo topo e que veio descendo desde então; em retrospectiva, ciente da proximidade da posteridade, contempla o duvidoso Everest atrás de si com uma epidérmica leveza de espírito, afetando poderes mágicos (verdadeiros?) que fingem esconder, mas salientam, a balada de mais um palhaço trágico no centro do picadeiro (Marcelo V.).

20 Um Dia de Cão
(Dog Day Afternoon), 1975
direção: Sidney Lumet
201 pontos
11 votos
0 poles
0 pódiuns

“Me beija! Quando vão me foder, gosto que me beijem na boca”. Esta frase – dita por Sonny (Al Pacino em ascensão e brilhante) ao policial que tenta acabar com o mal sucedido assalto de um banco mostra-se reveladora: baseado em fatos inacreditavelmente reais, Um Dia Cão é uma história sobre o que se é capaz de fazer por amor. Assim, não causa estranheza que um protagonista loucamente apaixonado consiga conquistar tanto a multidão que se aglomera diante da agência invadida quanto o espectador que nem pisca diante da tela. No meio de tudo isso, as trapalhadas de uma polícia despreparada e a burrice de uma imprensa vazia e sensacionalista (ôpa, mas isso me parece tão atual!) põem mais tempero nessa relação de sedução. Com os diálogos ágeis de um roteiro premiado e boas atuações de todo o elenco, Lumet nos entrega um filme envolvente em seus 120 minutos, a ponto de dispensar o uso de trilha sonora (Demas).

21-50

21 O Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel, 1974)
188 pontos – 8 votos – 0 poles – 1 pódium

22 Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977)
186 pontos – 9 votos – 1 pole – 2 pódiuns

23 A Vida de Brian (Terry Jones, 1979)
180 pontos – 10 votos – 0 poles – 0 pódiuns

24 Frenesi (Alfred Hitchcock, 1972)
179 pontos – 9 votos – 0 poles – 0 pódiuns

25 Caminhos Perigosos (Martin Scorsese, 1973)
177 pontos – 9 votos – 0 poles – 0 pódiuns

26 O Expresso da Meia-Noite (Alan Parker, 1978)
175 pontos – 10 votos – 0 poles – 1 pódium

27 Nós Que Nos Amávamos Tanto (Ettore Scola, 1974)
169 pontos – 8 votos – 0 poles – 0 pódiuns

28 O Show Deve Continuar (Bob Fosse, 1979)
165 pontos – 8 votos – 0 poles – 2 pódiuns

29 Alien, o Oitavo Passageiro (Ridley Scott, 1979)
159 pontos – 9 votos – 0 poles – 0 pódiuns

30 Saló ou os 120 Dias de Sodoma (Pier Paolo Pasolini, 1975)
157 pontos – 8 votos – 0 poles – 1 pódium

31 Hair (Milos Forman, 1979)
152 pontos – 8 votos – 1 pole – 1 pódium

32 Interiores (Woody Allen, 1978)
145 pontos – 7 votos – 0 poles – 1 pódium

33 O Espelho (Andrei Tarkovsky, 1974)
133 pontos – 6 votos – 1 pole – 1 pódium

34 Terra de Ninguém (Terrence Malick, 1973)
131 pontos – 7 votos – 0 poles – 0 pódiuns

35 Bang Bang (Andrea Tonacci, 1970)
124 pontos – 6 votos – 0 poles – 0 pódiuns

36 A Conversação (Francis Ford Coppola, 1974)
120 pontos – 6 votos – 0 poles – 0 pódiuns

37 A Profecia (Richard Donner, 1976)
119 pontos – 7 votos – 0 poles – 0 pódiuns

38 O Joelho de Claire (Eric Rohmer, 1970)
119 pontos – 6 votos – 0 poles – 1 pódium

39 O Exorcista (William Friedkin, 1973)
116 pontos – 6 votos – 0 poles – 0 pódiuns

40 Stalker (Andrei Tarkovsky, 1979)
116 pontos – 5 votos – 0 poles – 1 pódium

41 Zombie – O Despertar dos Mortos (George A. Romero, 1978)
113 pontos – 6 votos – 1 pole – 1 pódium

42 Violência e Paixão (Luchino Visconti, 1974)
111 pontos – 5 votos – 0 poles – 1 pódium

43 Domicílio Conjugal (François Truffaut, 1970)
107 pontos – 5 votos – 1 pole – 1 pódium

44 O Último Tango em Paris (Bernardo Bertolucci, 1972)
105 pontos – 6 votos – 0 poles – 0 pódiuns

45 Assalto à 13ª DP (John Carpenter, 1976)
105 pontos – 5 votos – 0 poles – 1 pódium

46 O Franco-Atirador (Michael Cimino, 1978)
104 pontos – 5 votos – 0 poles – 1 pódium

47 Sem Essa Aranha! (Rogério Sganzerla, 1970)
99 pontos – 4 votos – 1 poles – 1 pódiuns

48 O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel, 1972)
91 pontos – 4 votos – 2 poles – 2 pódiuns

49 Rocky, um Lutador (John G. Avildsen, 1976)
89 pontos – 5 votos – 0 poles – 0 pódiuns

50 O Inquilino (Roman Polanski, 1976)
89 pontos – 4 votos – 0 poles – 0 pódiuns

1 opinião sobre “Ranking .70”

  1. Uma lista mais justa do que as demais, é claro que já está ficando previsível demais encontrar “O Poderoso chefão” nos topos das listas de melhores filmes, e o que o torna cada vez mais super estimado deixando o público que não o conhece esperando algo do outro mundo, não que seja um filme que decepcione, aliás é uma obra prima do Cinema, boas cenas, uma história que reflete a vida social em que nos encontramos e Marlon Brando melhor do que nunca… Mas gostei da lista por encontrar filmes que dizem muito como “Stalker, Gritos e Sussurros, Taxi Driver” e outros que fazem da década de 70 uma das melhores para o Cinema

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