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Curadoria de Mauricio Ribeiro & André Setaro (In Memorian)
Artes de Rafael Canoba, Organização de Mauricio Ribeiro

Se Resnais carregou o cinema a uma nova consciência, Setaro carregou o cinema aos bares de Salvador. O francês na descoberta de Emmanuelle Riva e a Nouvelle Vague, o brasileiro no aprendizado de Jeniffer Jones e cerveja, de Sabine Azéma e cigarro, e ambos nos “recuerdos” precedidos da mesma sentença: “Concordo com Buñuel: O homem é a sua memória”. Então, nesse mondo, nesse mundo, só resta à liga recordar e dizer: Adeus mestre. Adeus, caro amigo.

Entre os grandes autores de cinema de todos os tempos (Chaplin, Welles, Fellini, Dreyer, Bergman, tantos!), um dos meus preferidos é Alain Resnais, inventor de fórmulas, realizador do específico cinematográfico, e não poderia, deixar de enfatizar tal cineasta “divisor-de-águas”, que traumatizou toda uma linguagem cinematográfica até então estabelecida. Lembro-me de HIROSHIMA, MON AMOUR, das imagens, das cinzas, noite e luz. Lembro-me ainda adolescente, o quão esse filme me fascinou e se constituiu num filme “propulsor” para o meu entendimento do cinema como um veículo de expressão artística. Não o vi, porém, em seu lançamento, mas quatro anos depois numa sessão matinal no cine Guarany, de Salvador, quando, aos sábados, acontecia as projeções do Clube de Cinema da Bahia patrocinadas por Walter da Silveira.

Nestas sessões, que eram bem frequentadas (a sala ficava cheia) por intelectuais, universitários, amantes do cinema em geral, havia também a presença de muitos alunos do Colégio Estadual da Bahia, centro de educação emblemático da Soterópolis. Lembro-me que, quando da exibição de HIROSHIMA, MON AMOUR, uma turma deste estabelecimento, pela estranheza da composição estética do filme, começou a fazer algazarra. Walter da Silveira mandou interromper a projeção e fez um discurso para uma platéia estupefata. E deu continuidade a exibição. O público restou em profundo silêncio.

E como não? A sua obra apoia-se no tempo, na memória, na criação, na vida diária, no humor inglês, na inovação artística e em dez outros valores, cinquenta achados técnicos, cem descobertas de atores e narrativas, e iniciou-se na tomada de consciência política junto do amigo Chris Marker por altura da guerra, de Hiroshima, dos campos de concentração, do colonialismo… E como não tomar partido, como não se emocionar? Os anos passam, as décadas, os filmes, os amores, os trabalhos e os dias, a vida. Pouco a pouco, Alain se interessa cada vez mais por esta pequena humanidade da vida diária que toma, com o seu toque, um charme inaudito: Os pequenos aborrecimentos de todos os dias, o casal, o jogo, o teatro, a procura de um apartamento, a canção. Ah! Aquela canção que todos cantarolamos… E o teatro, é claro, que não é mais do que se tornar outrem, portanto os imprevistos. Em direção à ligeireza, à graça, estamos de passagem, que importância tem isso? Tendo, assim, coberto todo o campo das possibilidades, Resnais dedicou-se cada vez mais ao prazer de filmar, de encontrar equivalências fílmicas de modo a surpreender-se a si mesmo e a surpreender o seu grupo de atores, que o adoravam, que o veneravam, como a mulher Sabine Azéma, ou os fiéis Pierre Arditi, André Dussollier e muitos outros. Resnais é alguém que eu admirava, que adorava pela escuta e a simplicidade e que teve uma vida belíssima: A que desejamos ter.

Mauricio Ribeiro, André Setaro & Gilles Jacob


MURIEL nos provoca imediatamente por sua estranheza formal: cortes bruscos, atenção aos detalhes e aos objetos, movimentação precisa dos atores, enquadramentos pictóricos. O estranho também reside nas relações entre as personagens e nos espaços que habitam. Ainda é possível o amor após a guerra? Com MURIEL, Resnais constrói o presente como uma complexa coexistência de camadas do passado. O desencontro é casa vazia.
Camila Vieira



Apesar do pessimismo político, A GUERRA ACABOU não é um filme de tese, mas uma grande história romântica realizada pela narrativa formal e ousadia de Alain Resnais… Grande cineasta da modernidade, Resnais explode o tempo da realidade, da imaginação, da ação e do pensamento – como também fragmenta o corpo de Geneviève Bujold nas cenas de amor. E é a política que nos dá vertigem…
Samuel Douhaire, Telérama



A partir dos delírios noturnos de um talentoso, mas áspero escritor, moribundo em sua cama, sozinho, enfermo de dores angustiantes e para as quais o coquetel de analgésicos, álcool e confabulação mental desponta como esteio para a longuíssima noite, Alain Resnais entremeia o ser e pensar ser, a realidade e a ficção, a literatura e seus personagens em um filme instigante.
Marcio Sallem



No ano passado (mas não em Marienbad), quando já se não poderia mais esperar uma obra de invenção, sensibilidade e poesia, eis que Resnais, já aos 80 anos, aparece com este filme, que permaneceu por mais de um ano em exibição ininterrupta numa sala da capital paulista. E foi considerado, por muitos colunistas de cinema, o melhor de 2007 (inclusive por mim, que o considero uma obra incomparável, algo ‘hors-concours’, uma explosão de criatividade e cometimento de um mestre
André Setaro

MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS tem uma celebridade anedótica entre os cinéfilos paulistas por ter ficado mais de três anos em cartaz no Cine Belas Artes; no resto do mundo, é mais conhecido pela excelência na exploração sutil das entranhas de seis pessoas ordinárias. O kitsch espalhafatoso da direção de arte serve para ressaltar o interior dos personagens, e ajuda a revelar as camadas escondidas sob sua pele: eles se multiplicam, se desnudam, e Resnais, mesmo após 50 anos, nos deslumbra.
Walter Porto



Além da memória como questão: a “botânica da morte” (a cultura) que o filme vai rastrear é a detonação de uma epistemologia das artes africanas, a partir, é claro, da visão do branco europeu. Uma visão crítica ao próprio processo que culmina no olhar e no culto por este engendrado, incluindo a crítica ao “fator comercial”, ao ritmo das fábricas (“Ford na casa de Tarzan”) quando esta arte se torna artesanato exótico.
Pedro Henrique Gomes



um filme-ensaio e, neste particular, uma invenção resnaisiana, ainda que Jean-Luc Godard tenha, nos anos 60, realizado obras que podem ser consideradas, também, como ensaios fílmicos, a exemplo de DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA. Mas o que se poderia conceituar como ‘filme-ensaio’ alcança, aqui, em MEU TIO DA AMÉRICA, uma perfeição que se poderia dizer ter sido inventada pelo autor de Marienbad.
André Setaro

O homem é produto do meio? No que nos aproximamos e nos afastamos dos demais animais? Teorizando sobre a psicologia evolucionista, Alain Renais constrói uma espécie de mockumentary instigante que mescla fotografias, encenações e entrevistas levando-nos, através dos estudos do dr. Henri Laborit e suas cobaias René, Janine, Jean, a investigar a mente humana e suas reações diante de adversidades.
Amanda Aouad



A Biblioteca Nacional da França vista por Alain Resnais, o cineasta da memória por excelência. O diretor perscruta inúmeras salas, corredores, depósitos e seções para criar um verdadeiro tratado sobre os vestígios de vida e arte que o homem deixou marcado em superfície frágil, papéis que contam a História da Humanidade. Resnais filma esse espaço como se estivesse diante de um templo. A memória é seu Deus.
Rafael Carvalho



Os travellings se sucedem na mansão, a câmara passeia pelos seus longos e intermináveis corredores, à procura de um cinema que se faz como um processo de investigação do universo mental. Delphine Seyrig salta na cama imensa, como se fosse um pássaro numa gaiola dourada.
André Setaro

É desnecessário tentar decifrar o significado do que é mostrado em O ANO PASSADO EM MARIENBAD. O encontro de duas pessoas que tentam convencer uma à outra de suas certezas é a evidência necessária para entender um dos temas mais recorrentes na arte de Resnais – nossas memórias. Não é sobre o que significam, ou se são reais, mas sim sobre a a enganação, confusão e a culpa que elas nos trazem.
Daniel Pilon



Eiji Okada e Emmanuelle Riva. Alain Resnais e Marguerite Duras. Nevers e Hiroshima. Dualidades que exalam trauma, amor, dor, culpa, vergonha e memória, no meio dos escombros de uma cidade, de um país e de um mundo que não sabe ainda trabalhar com o pranto de uma guerra mundial tão sofrida. Resnais capta o fim de uma era e o começo de outra, e também dois perdidos, dentre tantos, no esforço de esquecer e recomeçar.
Marcelo Rennó



Alan Resnais não se achava capaz de falar sobre segunda guerra, haja vista que não esteve presente no conflito. Entretanto, existem situações como as guerras que elas não precisam ser vividas para serem de fato sentidas. Jean Cayrol, escritor e prisioneiro de guerra, em seu texto, trouxe a segurança que Resnais precisava para conseguir abordar o tema. Essa mescla é fundamental para o sucesso da produção, uma vez que as imagens pesadas e secas de Resnais vão sendo contempladas pela poética de Cayrol. E a sensação que temos é de não só do contraste e ironia que o texto aliado as imagens vão nos trazendo, mas também a forma “natural” como o Terceiro Reich vai surgindo.
Eduardo Gomes


1 . NOITE E NEBLINA © | Alain Resnais – 9,26
2 . HIROSHIMA, MEU AMOR | Alain Resnais – 9,24
3 . O ANO PASSADO EM MARIENBAD | Alain Resnais – 9,03
4 . TODA A MEMÓRIA DO MUNDO © | Alain Resnais – 8,50
5 . MEU TIO DA AMÉRICA | Alain Resnais – 8,33
6 . AS ESTATUAS TAMBÉM MORREM © | Alain Resnais – 8,31
7 . MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS | Alain Resnais – 8,29
8 . PROVIDENCE | Alain Resnais – 8,28
9 . A GUERRA ACABOU | Alain Resnais – 8,25
10 . MURIEL | Alain Resnais – 8,23
11 . AMORES PARISIENSES | Alain Resnais – 8,18
12 . SMOKING / NO SMOKING | Alain Resnais – 8,04
13 . GUERNICA © | Alain Resnais – 8,00
14 . STAVISKY | Alain Resnais – 8,00
15 . ERVAS DANINHAS | Alain Resnais – 7,93
16 . BEIJO NA BOCA, NÃO! | Alain Resnais – 7,86
17 . AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79
18 . EU TE AMO, EU TE AMO | Alain Resnais – 7,69
19 . VOCÊS AINDA NÃO VIRAM NADA! | Alain Resnais – 7,68
20 . VAN GOGH © | Alain Resnais – 7,45
21 . GAUGUIN © | Alain Resnais – 6,71
*** . MELÔ – MELODIA INFIEL | Alain Resnais – 8,50
*** . A VIDA É UM ROMANCE | Alain Resnais – 8,50
*** . LONGE DO VIETNÃ | Alain Resnais & Cia – 7,70
*** . QUERO IR PARA CASA | Alain Resnais – 7,63
*** . GOYA © | Alain Resnais – 7,50
*** . MORRER DE AMOR | Alain Resnais – 6,70

Nouvelle vague: Em francês, “nova onda”. Um termo que Françoise Giroud criou para a revista L´Express sobre a juventude do pós-guerra. Em linhas gerais, o cinema em sua maior renovação da história. Quase 170 diretores beneficiados por fatores diversos, inclusive o desgaste de uma geração. Um movimento sem manifesto formal, praticamente um modismo, que começou a ser esboçado pouco depois de um artigo-bomba de Truffaut. Diferente de tudo que se fazia na França, a despeito de filmar o que os figurões não filmavam, criou-se uma atitude de vanguarda que virou receita de sucesso.

Sim, e sE DEUS CRIOU A MULHER, foram os franceses que revelaram Brigitte Bardot… E com toda essa sensualidade pulsante, um mito e um plano de sua imagem nua, secando ao sol, causando escândalo e proibições. Foi Alain Resnais, Georges Franju, entre outros, que experimentam essas novas sensações de produção, usando a bitola de 16mm. E, finalmente, o grupo da revista Cahiers du Cinema, os, por assim dizer, detonadores da Nouvelle Vague: François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer, Claude Chabrol, Jacques Rivette, Doniol-Valcroze, Pierre Kast. O crítico André Bazin, fundador da revista, é considerado o pai espiritual desse grupo. Senão, OS IMCOMPREENDIDOS diante da efervescência, a ruptura violenta. O choque. Esse é o espirito. A ideia.

Mauricio Ribeiro & André Setaro



Obra única sobre a solidão, PICKPOCKET opera como um estudo de personagem puramente visual, em que a dramaticidade concentra-se mais na força das imagens do que em questões morais. Nesta fábula dostoievskiana, o homem em busca de redenção mal tem passado, amigos ou mesmo uma fechadura para trancar o lugar que chama de casa. É a vida em seu estado bruto, vista por um olhar capaz de registrá-la com o mínimo de alarde.
Felipe Moraes



Um hino à fé no homem, pelo homem, preto no branco. Um cinema que, aqui, e diante de tantas crenças, nos ensina a viver com estas contradições inerentes a todo ser humano. E dessa dialética, nada mais que um filme, a beleza do ser humano, sua capacidade de se comunicar, tão fora de si, e também a fonte de seus problemas. Sim, um belo conto moral de Rohmer.
Mauricio Ribeiro



A perda da inocência é atemporal, tal qual a estreia de Truffaut. Autor, personagem e ator se confundem em autobiografias convergentes, nesse jovem de acessos rebeldes e um lar desequilibrado, num mundo de descobertas e punições. De pequenos delitos ao reformatório, Doinel é a figura da força da libertação pelo próprio espírito libertário. De crítico de cinema a novo expoente da revolução de frescor da Nouvelle Vague.
Michel Simões



Um homem fala sem parar enquanto persegue as mulheres da sua vida. O cenário é a Paris do pós Maio de 1968 e o homem é Jean-Pierre Leaud levando consigo toda a ressaca do período. Das expectativas carregadas pela Nouvelle Vague sobram o hedonismo e a obsessão com a qual Jean Eustache transfere para tela um drama de visível fundo autobiográfico. Poucos filmes podem dizer traduzir um momento como A MÃE E A PUTA
Filipe Furtado



Enquanto o cinema se apoia na ilusão do movimento, a fotografia quer eternizar instantes. LA JETÉE retrabalha tais premissas no conteúdo e na forma. Mesmo tendo apenas imagens estáticas, a obra é muito cinematográfica, aproveitando-se dos trabalhos de som e montagem. Por outro lado, se a memória – e seus frames – é fruto do fluxo temporal, o filme questiona como seria possível pôr em xeque a submissão ao tempo.
Adriano Garret



1 . LA JETÉE | Chris Marker – 9,48
2 . A MÃE E A PUTA | Jean Eustache – 9,23
3 . OS INCOMPREENDIDOS | François Truffaut – 9,17
4 . MINHA NOITE COM ELA | Eric Rohmer – 9,08
5 . PICKPOCKET | Robert Bresson – 9,02
6 . OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR | Jacques Demy – 9,01
7 . MEU TIO | Jacques Tati – 8,90
8 . CÉLINE E JULIE VÃO DE BARCO | Jacques Rivette – 8,88
9 . OS OLHOS SEM ROSTO | Georges Franju – 8,83
10 . ACOSSADO | Jean-Luc Godard – 8,79
11 . JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS | François Truffaut – 8,65
12 . TRINTA ANOS ESTA NOITE | Louis Malle – 8,64
13 . LOLA, A FLOR PROIBIDA | Jacques Demy – 8,63
14 . CLÉO DAS 5 ÀS 7 | Agnès Varda – 8,58
15 . VIVER A VIDA | Jean-Luc Godard – 8,57
16 . ASCENSOR PARA O CADAFALSO | Louis Malle – 8,53
17 . O SAMURAI | Jean-Pierre Melville – 8,50
18 . UM HOMEM, UMA MULHER | Claude Lelouch – 8,39
19 . ENTRE AMIGAS | Claude Chabrol – 7,83
20 . BOB, O JOGADOR | Jean-Pierre Melville – 7,75
21 . E DEUS CRIOU A MULHER | Roger Vadim – 7,03
*** . HOTEL DAS AMÉRICAS | André Téchiné – 9,00


1 . UM CORPO QUE CAI | Alfred Hitchcock – 9,77
2 . A PALAVRA | Carl Theodor Dreyer – 9,72
3 . LUZES DA CIDADE | Charles Chaplin – 9,71
4 . JANELA INDISCRETA | Alfred Hitchcock – 9,66
5 . ERA UMA VEZ EM TÓQUIO | Yasujiro Ozu – 9,63
6 . A TURBA | King Vidor – 9,58
7 . PSICOSE | Alfred Hitchcock – 9,56
8 . CREPÚSCULO DOS DEUSES | Billy Wilder – 9,55
9 . ONDE COMEÇA O INFERNO | Howard Hawks – 9,54
10 . TRÊS HOMENS EM CONFLITO | Sergio Leone – 9,52
11 . O PODEROSO CHEFÃO | Francis Ford Coppola – 9,50
12 . 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO | Stanley Kubrick – 9,50
13 . LA JETÉE | Chris Marker – 9,48
14 . CIDADÃO KANE | Orson Welles – 9,43
15 . O PODEROSO CHEFÃO II | Francis Ford Coppola – 9,43
16 . TAXI DRIVER | Martin Scorsese – 9,40
17 . JOGO DE CENA | Eduardo Coutinho – 9,38
18 . CABRA MARCADO PARA MORRER | Eduardo Coutinho – 9,37
19 . O ESPÍRITO DA COLMÉIA | Víctor Erice – 9,36
20 . O HOMEM DA CÂMERA | Dziga Vertov – 9,31
21 . OURO E MALDIÇÃO | Erich von Stroheim – 9,29
22 . IMPÉRIO DO CRIME | Joseph H. Lewis – 9,29
23 . NOITE E NEBLINA © | Alain Resnais – 9,26
24 . PERSONA | Ingmar Bergman – 9,26
25 . HIROSHIMA, MEU AMOR | Alain Resnais – 9,24
26 . LARANJA MECÂNICA | Stanley Kubrick – 9,23
27 . A MÃE E A PUTA | Jean Eustache – 9,23
28 . QUANTO MAIS QUENTE MELHOR! | Billy Wilder – 9,22
29 . OS IMPERDOÁVEIS | Clint Eastwood – 9,22
30 . PARAÍSO INFERNAL | Howard Hawks – 9,22
31 . O ILUMINADO | Stanley Kubrick – 9,21
32 . VERDADES E MENTIRAS | Orson Welles – 9,20
33 . TABU | Miguel Gomes – 9,18
34 . A GRANDE ILUSÃO | Jean Renoir – 9,17
35 . OS INCOMPREENDIDOS | François Truffaut – 9,17
36 . OS PÁSSAROS | Alfred Hitchcock – 9,14
37 . EM BUSCA DO OURO | Charlie Chaplin – 9,13
38 . PULP FICTION | Quentin Tarantino – 9,11
39 . SEM SOL | Chris Marker – 9,11
40 . MINHA NOITE COM ELA | Eric Rohmer – 9,08
41 . PAI E FILHA | Yasujiro Ozu – 9,05
42 . FLOR DE EQUINOCIO | Yasujiro Ozu – 9,05
43 . BOM DIA | Yasujiro Ozu – 9,04
44 . EDIFÍCIO MASTER | Eduardo Coutinho – 9,03
45 . O ANO PASSADO EM MARIENBAD | Alain Resnais – 9,03
46 . CASABLANCA | Michael Curtiz – 9,02
47 . PICKPOCKET | Robert Bresson – 9,02
48 . OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR | Jacques Demy – 9,01
49 . APOCALIPSE NOW | Francis Ford Coppola – 9,01
50 . AMANTES | James Gray – 9,01