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Gran Torino
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Gran Torino
Clint Eastwood

“Eis um filme que pegou de surpresa até mesmo os mais incondicionais admiradores de Clint Eastwood, cujo talento e longevidade ao longo do tempo converteram até os seus mais ferrenhos detratores do passado. Gran Torino é um acerto de contas de todos os personagens de durões que o ator-diretor interpretou na carreira, e a função que um tipo desses poderia desempenhar no mundo atual, em torno de temas como a justiça pelas próprias mãos, a violência cada vez mais crescente que de uma forma ou outra deve ser combatida, mas que só gera mais violência, a opressão dos marginais sobre a gente humilde e correta das comunidades pobres, com Clint mais uma vez repetindo o personagem o qual todas as circunstâncias o encaminham para mais uma vez cumprir o papel de vingador. Um mundo sem heróis e em estado de sitio, com corpos e mitos em grau de exaustão e dissolução, mas que não nega uma luz no fim do túnel com gestos de sacrifício e autoflagelação. Se for mesmo o último trabalho de Clint Eastwood como ator, trata-se de uma bela retirada de cena, um verdadeiro canto do cisne do grande astro. É o funeral de uma era” (Vlademir Lazo Correa, O Olha Implícito).