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Em Março, Gran Torino se tornou o Melhor Filme de todos os rankings mensais da historia da Liga. Agora, um novo recorde foi quebrado… Transformers: A Vingança dos Derrotados é o Pior Filme de todos os 545 filmes já avaliados. Um recorde (negativo) que foi pulverizado em cerca de 0,25 e cujo Instinto Selvagem 2 era dono desde Abril de 2006. Na outra ponta, Loki é o Melhor Filme de Junho e o terceiro Melhor Filme do ano e ganhou disparado de A Partida (2º) E A Erva do Rato (3º)


Loki – Arnaldo Baptista | Paulo Henrique Fontenelle

“Documentários que se propõem a desenhar um personagem tão marcante quanto o músico Arnaldo Baptista acabam ofuscados tecnicamente. A câmera de Paulo Henrique Fontenelle representa bem o olhar abobalhado da platéia que sente-se feliz por compartilhar momentos da intimidade do mutante e sua mente embaralhada. No Festival do Rio 08 foram 20 minutos de aplauso, não sei se ao filme ou a essa personalidade instigante que dança em cima da linha que separa a loucura da genialidade.”

Geo Euzebio | Cineorly

Ranking do Mês [*]
1 [3] Loki – Arnaldo Baptista | Paulo Henrique Fontenelle – 8,13
2 [29] A Partida | Yojiro Takita – 6,83
3 [32] A Erva do Rato | Julio Bressane – 6,78
4 [33] De Repente, Califórnia | Jonah Markowitz – 6,75
5 [36] Há Tanto Tempo que te Amo | Philippe Claudel – 6,55
6 [44] Duplicidade | Tony Gilroy – 6,25
7 [49] Intrigas de Estado | Kevin Macdonald – 6,14
8 [51] Jean Charles | Henrique Goldman – 6,05
9 [54] Caramelo | Nadine Labaki – 5,94
10 [55] A Festa da Menina Morta | Matheus Nachtergaele – 5,91
11 [57] Trama Internacional | Tom Tykwer – 5,68
12[58] O Exterminador do Futuro: A Salvação | Mcg – 5,67
13 [60] Apenas o Fim | Matheus Souza – 5,33
14 [76] A Mulher Invisível | Cláudio Torres – 4,53
15 [78] Minhas Adoráveis Ex-Namoradas | Mark Waters – 4,33
16 [84] Transformers: A Vingança dos DerrotadoS | Michael Bay – 1,83

*POSIÇÃO [POSIÇÃO NO ANO] FILME | Diretor – Nota

Filmes Abaixo da Amostragem de 10%
– [–] Home – Nosso Planeta, Nossa Casa | Yann Arthus-Bertrand – 9,00
– [–] Tinha que Ser VocÊ | Joel Hopkins – 7,00
– [–] Um Homem de Moral | Ricardo Dias – 6,25
– [–] Stella | Sylvie Verheyde – 6,00
– [–] Cantoras do Rádio | Gil Barone & Marcos Avellar – Sem Nota
– [–] Hannah Montana – O Filme | Peter Chelson – Sem Nota
– [–] Romeu – O Vira-Lata Atrapalhado | Jugal Hansraj – Sem Nota
– [–] Walter Alfaiate – A Elegância do Samba | Vários Diretores – Sem Nota
– [–] 23 Anos em 7 Segundos | Di Moretti – Sem Nota


A Partida | Yojiro Takita

A Partida não foi só uma surpresa na noite do Oscar, ao arrebatar a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro. Ele surpreende o espectador o tempo todo também, ao tratar com leveza (inclusive com tons cômicos!) de um assunto tão pesado como a morte, e ao demonstrar que um artista pode exercer seu ofício tanto tocando um violoncelo como tratando, com extrema delicadeza, de um cadáver. Desta feita, desvendando o belo onde antes só víamos o macabro, e a nobreza onde só vislumbrávamos a última das profissões, A Partida lenta e silenciosamente conquista o público, e talvez até mesmo crie em alguns o anseio de serem igualmente bem tratados após a morte…”

Marcelo Rennó | Movieland

Rankings Alternativos

Filme Mais Popular: Maior Amostragem
O Exterminador do Futuro: A Salvação | McG [37%]

Filme “Ame ou Deixe”: Maior diferença entre maior e menor nota
Apenas o Fim | Matheus Souza [8 pts]

Filme Mais Amado: Maior Ocorrência de Notas 10
Loki – Arnaldo Baptista | Paulo Henrique Fontenelle [1x]

Filme Mais Odiado: Maior Ocorrência de Notas 0 (Empate)
Transformers: A Vingança dos Derrotados | Michael Bay [2x]

Filme Mais Polêmico: Maior Desvio Médio
Há Tanto Tempo que Te Amo | Philippe Claudel [+/- 1,9]


A Erva do Rato | Julio Bressane

“Planos longos, declamações literárias, cenas inexplicáveis, cores fortes… Nem é preciso lembrar a reflexão exigente que Bressane pede ao seu espectador. Mas A Erva do Rato possui um certo tom e condição burlesca que pode suavizar esse contato, quase sempre provocador e de grande choque para a platéia.”

Marfil | Spoiler Movies

Ranking 2009 [**]
1 [1] Gran Torino | Clint Eastwood – Mar – 8,86
2 [2] O Lutador | Darren Aronofsky – Fev – 8,19
3 [--] Loki – Arnaldo Baptista | Paulo Henrique Fontenelle – Jun – 8,13
4 [3] Beijo na Boca, Não! | Alain Resnais – Jan – 8,00
5 [4] Entre os Muros da Escola | Laurent Cantet – Mar – 7,97
6 [5] A Troca | Clint Eastwood – Jan – 7,90
7 [6] Milk – A Voz da Igualdade | Gus Van Sant – Fev – 7,83
8 [7] Bolt – Supercão | Chris Williams – Jan – 7,81
9 [8] A Bela Junie | Christophe Honoré – Jan – 7,74
10 [9] Desejo e Perigo | Ang Lee – Mai – 7,67

**POSIÇÃO ATUAL [POSIÇÃO ANTERIOR] FILME | Diretor – mês de Lançamento – Nota

Com quase dois anos de atraso, Desejo e Perigo estreou em circuito e foi considerado o Melhor Filme de Maio entre os 29 lançamentos comerciais do mês. Simonal repetiu o fenômeno de público e crítica e conquistou a segunda posição, enquanto a superprodução Star Trek tornou-se o blockbuster melhor ranqueado do ano. Mas o grande destaque do mês fica por conta de O Milagre de Sta. Anna que se tornou o segundo filme mais polêmico de toda a história da Liga, ficando atrás apenas de Violência Gratuita , de Michael Haneke.


Desejo e Perigo | Ang Lee

“Lee dirige o filme como se estivesse na Hollywood dos anos 40 ou 50, mas acerta mais a mão nas cenas de mais ação, que são poucas, sobretudo, no ápice, quando o protagonista sai da joalheria, excelente. Até lá a trama de espionagem tem altos e baixos, mas não consegue manter uma unidade de timing. O veterano Tony Leung Chi-Wai, no entanto, é um acerto: um dos atores que mais conseguem manter o equilíbrio em suas performances nos últimos 15 anos. Sua parceira de cena, a novata Tang Wei, surpreende com maturidade e sutileza num papel complexo, repleto de nuances e pequenos detalhes.”

Chico Fireman | Filmes do Chico

Ranking do Mês [*]
1 [9] Desejo e Perigo | Ang Lee – 7,67
2 [12] Simonal | Claudio Manoel, Micael Langer E Calvito Leal – 7,36
3 [15] Star Trek | J.J. Abrams – 7,29
4 [19] A Garota Ideal | Graig Gillespie – 7,17
5 [21] A Janela | Carlos Sorin – 7,07
6 [26] Cinzas do Passado Redux | Wong Kar-Wai – 6,91
7 [32] Os Falsários | Stefan Ruzowitzky – 6,47
8 [39] Garapa | José Padilha – 6,25
9 [41] Um Ato de Liberdade | Edward Zwick – 6,21
10 [45] Filmefobia | Kiko Goifman – 5,95
11 [50] Anjos e Demônios | Ron Howard – 5,24
12 [53] Milagre em Santa Anna | Spike Lee – 5,17
13 [59] Uma Noite no Museu 2 | Shawn Levy – 4,77
14 [60] Budapeste | Walter Carvalho – 4,69
15 [62] X-Mens Origens: Wolverine | Gavin Hood – 4,62

*POSIÇÃO [POSIÇÃO NO ANO] FILME | Diretor – Nota

Filmes Abaixo da Amostragem de 10%
– [–] Óri | Raquel Gerber – 6,00
– [–] Paulo Gracindo – O Bem Amado | Gracindo Júnior – 6,00
– [–] Patativa do Assaré – Ave Poesia | Rosemberg Cariri – 5,83
– [–] Killshot – Tiro Certo | John Madden – 5,67
– [–] Import Export | Ulrich Seidl – 5,60
– [–] Jonas Brothers 3D | Bruce Hendricks – 5,00
– [–] Heróis | Paul Mcguigan – 4,75
– [–] A Ilha da Morte | Wolney Oliveira – 3,83
– [–] Adagio Sostenuto | Pompeu Aguiar – 3,25
– [–] Donkey Xote | Jose Pozo – 2,50
– [–] Recém-Chegada | Jonas Elmer – 2,00
– [–] A Festa do Garfield | Mark A. Z. Dippé & Eondeok Han – Sem Nota
– [–] Estação Espacial 3D (Imax) | Toni Myers – Sem Nota
– [–] Versificando | Pedro Caldas – Sem Nota


Simonal | Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal

“É bastante provável que o espectador nascido a partir dos anos 70 se surpreenda ao assistir a Simonal . Não pela triste curva que a carreira do cantor tomou, mas pela descoberta do quanto esse artista representou para a música brasileira. E essa revelação do talento e do poder que Wilson Simonal possuía é sintoma do que o próprio filme diz ao condenar o ostracismo a que o intérprete foi relegado. Simonal é divertido, conscientizador e emocionante. Dá até vontade de sair do cinema cantando “Meu limão, meu limoeiro”. Um justo revival”

Renato Silveira | Cinematório

Rankings Alternativos

Filme Mais Popular: Maior Amostragem
X-Mens Origens: Wolverine | Gavin Hood [44%]

Filme “Ame ou Deixe”: Maior diferença entre maior e menor nota
Milagre em Santa Anna | Spike Lee [10 pts]

Filme Mais Amado: Maior Ocorrência de Notas 10 (Empate)
Milagre em Santa Anna | Spike Lee [1x]
Simonal | Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal [1x]
Desejo e Perigo | Ang Lee [1x]

Filme Mais Odiado: Maior Ocorrência de Notas 0 (Empate)
Milagre em Santa Anna | Spike Lee [1x]
Import Export | Ulrich Seidl [1x]
Budapeste | Walter Carvalho [1x]

Filme Mais Polêmico: Maior Desvio Médio
Milagre em Santa Anna | Spike Lee [+/- 2,5]


Star Trek | J.J. Abrams

“Abrams e seus roteiristas encontraram uma sacada muito boa para retomar a saga da Enterprise e de seus tripulantes, uma sacada que faz de Star Trek muito mais do que uma simples prequel. É uma obra que funciona brilhantemente de forma autônoma, e que pode ser o início de uma nova franquia sim, mas é, ao mesmo tempo, uma continuação das aventuras anteriores de Kirk e Spock (aqui, interpretados pela inspirada dupla Chris Pine e Zachary Quinto, que conseguem ir além dos estereótipos envolvendo seus personagens, o líder racional versus o emocional). É com esse misto de ousadia e reverência que Abrams dá mais uma prova de seu imenso talento, e consegue a proeza de fazer com que pessoas que nunca se imaginaram assistindo a um Jornada nas Estrelas acabem por render-se à magia da série.”

Wallace Guedes | Crônicas Cinéfilas

Ranking 2009 [**]
1 [1] Gran Torino | Clint Eastwood – Mar – 8,86
2 [2] O Lutador | Darren Aronofsky – Fev – 8,19
3 [3] Beijo na Boca, Não! | Alain Resnais – Jan – 8,00
4 [4] Entre os Muros da Escola | Laurent Cantet – Mar – 7,97
5 [5] A Troca | Clint Eastwood – Jan – 7,90
6 [6] Milk – A Voz da Igualdade | Gus Van Sant – Fev – 7,83
7 [7] Bolt – Supercão | Chris Williams – Jan – 7,81
8 [8] A Bela Junie | Christophe Honoré – Jan – 7,74
9 [--] Desejo e Perigo | Ang Lee – Mai – 7,67
10 [9] Eu Te Amo, Cara | John Hamburg – Abr – 7,57

**POSIÇÃO ATUAL [POSIÇÃO ANTERIOR] FILME | Diretor – mês de Lançamento – Nota

Abril é um mês de entressafra no cinema. É a transição entre a “Temporada Ouro” dos Oscars e outras premiações e a “Temporada Pipoca” dos blockbusters das férias de Julho. Um mês que tradicionalmente emplaca documentários no pódio (Esse ano foram dois!) e de baixa média geral (5,46). Um mês peculiar que consagrou Eu Te Amo, Cara o melhor filme do mês e Velozes e Furiosos 4, um dos piores filmes do ano!


Eu Te Amo, Cara | John Hamburg

“Depois de anos de um namoro atrás do outro, o corretor imobiliário Peter Klaven descobre que sua falta de amizades masculinas preocupa sua noiva, Zooey Rice. A partir daí, ele inicia uma busca desesperada por um amigo e padrinho de casamento e conhece, por acaso, o carismático “pretendente” Sydney Fife. Os dois acabam embarcando em um relacionamento que ensina Peter algo que ele desconhece, o verdadeiro significado da amizade entre homens. Mas isso também ameaça sua relação com Zooey, fazendo com que tenha que tomar difíceis decisões.”

Assessoria de Imprensa | Paramount Pictures Brasil

Ranking do Mês [*]
1 [9] Eu Te Amo, Cara | John Hamburg – 7,57
2 [14] O Equilibrista | James Marsh – 7,22
3 [18] Valsa com Bashir | Ari Folman – 7,00
4 [21] Vocês, Os Vivos | Roy Andersson – 6,90
5 [22] Katyn | Andrzej Wajda – 6,83
6 [25] Monstros Vs. Alienigenas | Rob Letterman & Conrad Vernon – 6,61
7 [26] Presságio | Alex Proyas – 6,44
8 [36] Sinédoque, Nova York | Charlie Kaufman – 5,70
9 [37] Divã | José Alvarenga Jr. – 5,61
10 [41] W. | Oliver Stone – 5,22
11 [51] Velozes e Furiosos 4 | Justin Lin – 3,50

*POSIÇÃO [POSIÇÃO NO ANO] FILME | Diretor – Nota

Filmes Abaixo da Amostragem de 10%
– [–] Terra | Mark Linfield – 7,83
– [–] Mataram Irmã Dorothy | Daniel Junge – 6,75
– [–] Fiel | Andrea Pasquini – 5,50
– [–] Território Restrito | Wayne Kramer – 5,50
– [–] Tony Manero | Pablo Larraín – 5,10
– [–] Fumando Espero | Adriana Dutra – 5,00
– [–] Anjos da Noite : A Rebelião | Patrick Tatopoulos – 4,50
– [–] A Montanha Enfeitiçada | Andy Fickman – 4,00
– [–] Por Amor | David Hollander – 2,50
– [–] Evocando Espíritos | Peter Cornwell – 3,00
– [–] Dragonball Evolution | James Wong – 1,75
– [–] Eu Odeio o Dia dos Namorados | Nia Vardalos – Sem Nota
– [–] Honeydripper | John Sayles – Sem Nota
– [–] Lanchoneye Olympia | Steve Barron – Sem Nota
– [–] Os Delírios de Consumo de Becky Bloom | P.J. Hogan – Sem Nota


O Equilibrista | James Marsh

“Vencedor do último Oscar de documentário, O Equilibrista tem um ritmo que remete um pouco a Rififi e Missão Impossível ao mostrar todo o planejamento de Philippe Petit para assombrar Nova York, 27 anos antes do ataque terrorista que botou abaixo o palco de seu show inesquecível (dessa vez, felizmente, o “terrorismo” foi artístico). Criado com enorme pretensão, e tendo um fim trágico, ao menos pode-se dizer que o World Trade Center teve um instante mágico de presenciar um homem desafiando a morte e o bom-senso com uma performance inigualável”

Marcelo Rennó | Movieland

Rankings Alternativos

Filme Mais Popular: Maior Amostragem
Valsa com Bashir | Ari Folman [28%]

Filme “Ame ou Deixe”: Maior diferença entre maior e menor nota
Por Amor | David Hollander [7,5 pts]

Filme Mais Amado: Maior Ocorrência de Notas 10
Valsa com Bashir | Ari Folman [1x]

Filme Mais Odiado: Maior Ocorrência de Notas 0
Por Amor | David Hollander [2x]

Filme Mais Polêmico: Maior Desvio Médio
Sinédoque, Nova York | Charlie Kaufman [+/- 1,5]


Valsa com Bashir | Ari Folman

“Valsa com Bashir, de Ari Folman, tem uma grande vantagem em seu formato (que não deixa de ser também a evolução mediática do que Joe Sacco já fazia nos quadrinhos): transforma o que seria um comum documentário em primeira pessoa sobre a busca de uma memória em uma animação documental, com todas as liberdades que o formato permite. Nisso, surge a mais bela cena do filme, justamente por não se prender no relato do factual: quando a embarcação explode, o personagem, à deriva, escapa no colo de uma espécie de musa. A apropriação da ferramenta não é à toa, na busca de uma memória, muita coisa deixa de ser, necessariamente, real..”

Gabriel Carneiro

Ranking 2009 [**]
1 [1] Gran Torino | Clint Eastwood – mar – 8,86
2 [2] O Lutador | Darren Aronofsky – fev – 8,19
3 [3] Beijo na Boca, Não! | Alain Resnais – jan – 8,00
4 [4] Entre os Muros da Escola | Laurent Cantet – mar – 7,97
5 [5] A Troca | Clint Eastwood – jan – 7,90
6 [6] Milk – A Voz da Igualdade | Gus Van Sant – fev – 7,83
7 [7] Bolt – Supercão | Chris Williams – jan – 7,81
8 [8] A Bela Junie | Christophe Honoré – jan – 7,74
9 [--] Eu Te Amo, Cara | John Hamburg – abr – 7,57
10 [9] Simplesmente Feliz | Mike Leigh – mar – 7,41

**POSIÇÃO ATUAL [POSIÇÃO ANTERIOR] FILME | Diretor – mês de Lançamento – Nota

Charles Chaplin

1 Luzes da Cidade
(City Lights)
Charles Chaplin, 1932
670 pontos
26 votos
4 poles



“Gênio da criatividade, Charles Chaplin também o foi na ousadia, ao teimar em fazer um filme mudo em pleno 1931 (quando todos nos EUA queriam distância do passado tão recente do cinema mudo), e também ao ignorar todos os preceitos do cinema industrial, ao parar a produção por meses, até lapidar a sua obra como queria, como se fosse um escultor cinematográfico. Com Luzes da Cidade Chaplin provou que não estava nada inclinado a renegar a si mesmo, lembrando ainda àqueles recém-mumificados diretores de teatro filmado (o cinema mesmo só voltaria a existir poucos anos depois) a força de uma imagem, que não precisava e nunca precisou de microfone para causar impacto. E sem diálogo nenhum criou (mais) um filme mágico, simples e contundente, com um dos finais mais belos da História do Cinema, uma prova em celulóide tão definitiva de que uma imagem vale mais que mil palavras, que até uma cega conseguiu ver” (Marcelo Rennó, Movieland).



Fritz Lang

2 M, o Vampiro de Dusseldorf
(M)
Fritz Lang, 1931
611 pontos
24 votos
3 poles



“Uma cidade em pânico. Um assassino à solta. M, o vampiro de Dusseldorf. Não era preciso muito mais do que isso para chamar minha atenção, no auge de minha adolescência. Fritz Lang, no entanto, fez mais, muito mais: um protagonista monstro, que só se deixa ver por suas silhuetas e clama por nossa compaixão; Peter Lorre, em uma das maiores atuações da história do cinema; a presença fantasmática do assassino anunciada por um assobio sinistro, porém doce; a cidade, que nada mais é do que um jogo entre o claro e o escuro que nivela a ordem burguesa e moral dos criminosos. Lorre me grita: “Eu não consigo me controlar!” M não é somente a letra inicial de Mörder (assassino), é também o sinal que todos nós trazemos (cada um a sua maneira) em nossas mãos, na junção de nossas linhas de vida. Eu, menino, imaginava um mundo dividido entre o bem e o mal. E lá veio Lang me dizer que todos nós estamos no mesmo saco, sujeitos à desgraça, às voltas com forças que não entendemos, nem controlamos” (Julio Bezerra).



Charles Chaplin

3 Tempos Modernos
(Modern Times)
Charles Chaplin, 1936
567 pontos
23 votos
5 poles



“Poucos criadores tiveram a capacidade de Charles Chaplin de criar tantas imagens icônicas. A cena de Carlitos entre as engrenagens de um grande maquinário virou uma das grandes marcas de um dos maiores nomes do cinema, reconhecível até por quem nunca assistiu a Tempos Modernos, um de seus melhores filmes. Mas restrigir a importância do longa-metragem de 1936 a esse momento é reduzir uma das obras mais impactantes de Chaplin, atual mesmo depois de sete décadas. Numa de suas derradeiras produções sem o uso de um sistema de som, o adorável vagabundo representa um trabalhador de fábrica que tem um colapso nervoso pelo excesso de trabalho e é internado num sanatório. Na saída, ele é confundido com um comunista e se torna líder de uma marcha de operários em protesto. Obrigatório não apenas para quem ama o cinema, Tempos Modernos foi lançado na onda de pessimismo mundial com a “Grande Depressão” de 1929 – um tema importante de se resgatar em época de crise econômica. Carlitos, como sempre, consegue fazer rir mesmo quando faltam motivos” (Edson Burg, Pipoqueira).



John Ford

4 No Tempo das Diligências
(Stagecoach)
John Ford, 1939
432 pontos
19 votos
sem poles



No Tempo das Diligências‘ não é apenas um dos melhores faroestes de todos os tempos. Dirigido por John Ford e estrelado por John Wayne, o filme ajudou a resgatar o prestígio do gênero junto aos grandes estúdios, depois dos prejuízos com A Grande Jornada (1930) e Cimarron (1931). A história de uma carruagem que atravessa o deserto na iminência de ser atacada por um bando de índios ganha contornos mais dramáticos quando se analisa o perfil dos seus ocupantes: uma prostituta, um beberrão, um vendedor de uísques, um jogador de cartas, a esposa de um soldado, um banqueiro, um cocheiro, um xerife e um prisioneiro. Ao colocar juntas, dentro de um espaço diminuto, personagens tão social e moralmente distintas, o diretor transforma a diligência num micro-universo da alma humana, onde valores e aparências batem de frente e mostram-se tão explosivos quanto as batalhas que estão prestes a acontecer do lado de fora” (Demas).



Victor Fleming

5 O Mágico de Oz
(The Wizard of Oz)
Victor Fleming, 1939
416 pontos
19 votos
1 pole



“Era uma vez um lugar além do arco-íris, onde havia uma estrada com tijolos amarelos, no qual uma linda garotinha chamada Dorothy chegou, encantando aos seres mágicos do lugar. Ela fez novos amigos, ajudou um espantalho a encontrar a inteligência que tanto buscava, fez um homem de lata chorar e se emocionar, incitou um leão covarde a lutar e encher-se de coragem. Este mundo encantado que apesar de sua complicada construção nos bastidores, passando pelas mãos de quatro diretores, não chegou a comprometer o resultado brilhante no qual a obra resultou, graças aos talentos da equipe técnica e dos atores envolvidos no projeto. A encantadora Judy Garland (1922-1969) emocionou jovens e adultos com a bela canção “Over the Rainbow” premiada com o oscar. Um clássico absoluto onde a arte e a magia do cinema podem ser vistas e sentidas em toda a sua plenitude” (Wendell Borges).



Jean Renoir

6 A Regra do Jogo
(La Régle du Jeu)
Jean Renoir, 1939
414 pontos
15 votos
4 poles



“Reza a lenda que, quando de seu lançamento, os espectadores destruíram as poltronas da sala de cinema onde era exibido em Paris. O mundo estava à beira da Segunda Guerra Mundial e os franceses simplesmente não engoliram aquela história sobre um bando de ricaços decadentes, isolados em uma casa de campo e mais preocupados com seus joguinhos amorosos do que com qualquer outra coisa. Mas é claro que um cineasta genial como Jean Renoir não realizaria algo tão pueril. Nesse sentido, A Regra do Jogo pode ser entendido como uma espécie de elegia para um mundo que estava com seus dias contados. Visto hoje, impressiona pela sua fluência e atemporalidade” (André de Leones).



Howard Hawks

7 Scarface – A Vergonha de uma Nação
(Scarface – The Shame of a Nation)
Howard Hawks, 1932
404 pontos
19 votos
sem poles



“Se William Shakespeare tivesse vivido nos anos 1930, certamente teria escrito o roteiro de Scarface junto com Ben Hecht. Tony Camonte é o Ricardo III do submundo. Sua ambição de poder total e absoluto é tão forte que ultrapassa o caráter moral e se estende até a deformidade física. Camonte é ainda um Macbeth da sarjeta, corroído por um ciúme incontrolável e explosivo. Antes de Scarface, o cinema nunca tinha sido tão violento. Entretanto, mais impressionante que as 28 mortes que acontecem no filme é a violência interna destruidora e consequentemente autodestrutiva do personagem de Paul Muni. Nada resume melhor Tony Camonte que a publicidade da Cook’s Tours no meio de uma cena: The world is yours” (Ana Paul, Ana Paul’s Multiply Page).



Victor Fleming

8 …E o Vento Levou
(Gone with the Wind)
Victor Fleming, 1939
365 pontos
14 votos
4 poles



“Marco definitivo da Era de Ouro de Hollywood (mesmo que tenha sido fruto de um produtor independente, David O. Selznick) foi o marco inicial dos épicos, possuindo todas as características do gênero, em sua melhor forma. Possui cores estonteantes, uma trilha musical marcante, um ritmo impressionante que faz as quase quatro horas passarem voando, sets enormes, e um grande elenco. O que mais permanece com o espectador, porém, é a magnífica atuação de Vivien Leigh, defendendo com unhas e dentes sua personagem, uma heroína feminista por excelência – com toda polêmica que o termo pode causar -, tendo de perder a pose de dondoca e passar a passar por cima dos homens, da sociedade, dos amigos e da própria família para conseguir seus objetivos” (Mateus Nagime, Cinema, Mon Amour).



Mário Peixoto

9 Limite
(Limite)
Mário Peixoto, 1931
338 pontos
15 votos
2 poles



“Embora já se tenha admitido o fim da ‘aura’ da obra de arte, com o surgimento da reprodutibilidade técnica das representações artísticas (a fotografia e, por conseguinte, o cinema), é difícil dissociar Limite dessa palavra mágica. Primeiro, porque o filme de Mário Peixoto nunca foi exibido comercialmente e, portanto, sempre se manteve como mito, como algo envolto em brumas e a ser desvendado. Num outro sentido, o caráter aurático de Limite vem de sua força imagética na representação, da síntese produzida pelo fio de narrativa, do campo extra-fílmico, com todas as histórias que cercam a sensibilidade de Mario Peixoto e da transformação do espaço real Mangaratiba em território mítico e cinematográfico. Limite é a pérola do cinema brasileiro: única, valiosa e vista por poucos. Por outro lado, nenhum texto que fale de Limite, tampouco este, traduz a experiência sensorial do mais belo filme da história do cinema brasileiro” (Eduardo Miranda).



Jean Vigo

10 O Atalante
(L’Atalante)
Jean Vigo, 1934
329 pontos
13 votos
1 pole



“O último filme de Jean Vigo é sobre o que de mais sagrado e belo pode acontecer com o ser humano: a união de um homem e uma mulher, o amor, o casamento. E também o convívio inicial, a lua-de-mel na barca dos amantes do navio L’Atalante, a amarga descoberta das diferenças de personalidade e oposição entre os sexos, os atritos, brigas e reconciliações. O que faz de O Atalante uma obra-prima é que Jean Vigo nunca é piegas ou sentimental com tema tão romântico, mas transcendental e anárquico como os surrealistas da geração imediatamente anterior a sua. O seu filme é um inventário de imagens poéticas como a caminhada da noiva em direção ao L’Atalante, ou a densa visão do nevoeiro no convés do barco sob uma iluminação fantasmagórica e noturna; mais adiante, o casal andando pelas ruas de Paris, e o fascínio que a Cidade-Luz exerce na mulher que se divide entre a vida comum com o marido na barca marítima ou a sedução de uma existência incerta na maravilhosa capital francesa. Também o mergulho do protagonista que vê na água do canal o rosto da esposa desaparecida. Ou os corpos dos dois amantes separados e se debatendo de um lado para o outro em suas respectivas camas, carregados com a mesma excitação e cheios de saudades do cônjuge. Feliz de quem se enxerga ou se reconhece em O Atalante” (Vlademir Lazo).



Aconteceu Naquela Noite

11 Aconteceu Naquela Noite
(It Happened One Night)
Frank Capra, 1934
282 pontos
14 votos
1 pole



“Dizem que, se começamos elogiando a fotografia de um filme, é porque as suas qualidades não vão muito além disso. O que dizer então de um elogio à iluminação de um filme? Bem… depende da iluminação. Aconteceu Naquela Noite, por exemplo, brilha com uma luz totalmente singular. Uma luz capaz de iluminar nossas vidas, de devolver o brilho das coisas, de resgatar sorrisos e romantismos e pieguices afins. Um dom característico do bom e velho Capra. Neste caso ancorado pelo talento canastrão de Gable em seu, talvez, melhor papel. E pela leveza interpretativa de Colbert. E, finalmente, pelo cérebro feito pedra de amolar de Robert Riskin, capaz de lapidar e de nos entregar diálogos afiadíssimos, cortantes e deliciosos. É… não se fazem mais filmes assim. E também pra quê? Basta revermos esta pequena e otimista obra-prima para deixarmos de lado os filmes que não são assim. Ou até mesmo os bastidores conturbados de filmes assim. O brilho de um Aconteceu Naquela Noite é bem maior do que estas pequenices. E vai durar para sempre” (William Wilson).



King Kong

12 King Kong
(King Kong)
Merian C. Cooper e Ernest B. Shoedshack, 1933
282 pontos
13 votos
sem poles



“Muito se credita a Tubarão (1975), de Steven Spielberg, a primazia de manter o suspense à flor da pele antes de mostrar seu grande e selvagem monstro. Pois, quatro décadas antes, lá estavam Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack ‘escondendo’ sua atração principal até quase a metade de um breve filme de 100 minutos. King Kong foi pioneiro numa série de elementos, desde o uso magnífico dos efeitos visuais revolucionários à alegoria da besta gigante que se apaixona pela bela indefesa, num autêntico exemplar de terror B. É talvez um dos maiores romances já filmados no cinema americano, e estamos falando de um filme cujo miolo é uma batalha colossal contra dinossauros e insetos gigantes, e o clímax é a batalha de um gorila contra aviões de guerra no topo do Empire State Building. Essa mágica só poderia acontecer numa produção como King Kong, que bancada pela RKO e muito beneficiada por uma certa inocência que ainda permitia ao cinema fantástico voar além do imaginável naquele período. Cooper e Schoedsack até deviam fazer ideia da obra-prima que realizavam, mas certamente não imaginavam que, quase 80 anos depois, ela ainda estaria sendo reverenciada e referenciada, sempre e cada vez apaixonadamente mais” (Marcelo Miranda, Blogs Polvo).



James Whale

13 A Noiva de Frankenstein
(The Bride of Frankenstein)
James Whale, 1935
244 pontos
12 votos
sem poles



A Noiva de Frankenstein é a melhor continuação picareta da História. James Whale relutou em fazer a sequencia de seu sucesso de quatro anos antes, um ícone do cinema de horror que popularizou Boris Karloff. Mas se rendeu aos apelos do estúdio com um adorável golpe: criar uma namorada para sua criatura. O resultado foi o improvável encontro entre o drama carregado pelo protagonista solitário, incompreendido, que vive à margem da sociedade que o obriga a matar, e uma comédia esquisita, algo como uma comédia de costumes com pitadas de humor negro. Um filme que, por suas particularidades, se sobrepõe à obra original, ganha caráter único. O casamento macabro em que a noiva aparece pela primeira vez é uma cena para se ver ajoelhado” (Chico Fireman, Filmes do Chico).



Jean Renoir

14 A Grande Ilusão
(La Grand Illusion)
Jean Renoir, 1937
226 pontos
10 votos
sem poles



“Este é considerado pela crítica em geral um dos mais importantes filmes franceses de todos os tempos e, por que não, um dos mais importantes de qualquer nacionalidade. Este é mais um clássico absoluto que, ainda hoje, muitas décadas depois do seu lançamento original, permanece sendo reconhecido e visto por platéias do mundo todo. Temas como disputas de classes (sim, mesmo em um campo de prisioneiros, Renoir consegue mostrar tal tema, e de forma perfeita), amizade, saudade, entre vários outros, povoam esta obra do realismo poético do diretor. Um filme obrigatório para quem quer conhecer um pouco mais a fundo a história do cinema e mesmo para quem é estudioso da alma humana e de como ela pode ficar sempre acima de tragédias como uma guerra de nível mundial” (Alexandre Koball, Cine Players).



Howard Haeks

15 Levada da Breca
(Bringing Up Baby)
Howard Hawks, 1938
213 pontos
10 votos
1 pole



“As boas comédias são para sempre. Por mais que o senso de humor possa mudar com o passar do tempo e tornar algumas obras difíceis de agradar a novas plateias, alguns filmes conseguem ficar eternos, como se a passagem do tempo não os interferisse. Assim é Levada da Breca, provavelmente a maior das comédias de Howard Hawks. E vale lembrar que estamos falando de um gigante. Para aqueles que não têm intimidade com o cinema do diretor, a comédia maluca sobre uma mulher que inferniza a vida de um homem é eficiente em causar risos e gargalhadas. Mas para aqueles que tem em Hawks um de seus cineastas preferidos, um verdadeiro autor, o filme vai muito além da simples diversão, vai além da obra bem construída. Pois Levada da Breca tem a cara de Hawks. A típica mulher hawksiana (Katharine Hepburn, perfeita), que é responsável pelos problemas do desorientado paleontólogo (Cary Grant, em estado de graça) é no fim responsável por sua felicidade. E o caminho da felicidade em algum momento deve passar por um grande filme de Hawks” (Ailton Monteiro, Diário de um Cinéfilo).



David Hand

16 Branca de Neve e os Sete Anões
(Snow White and the Seven Dwarfs)
David Hand, 1937
206 pontos
9 votos
sem poles



Branca de Neve e os Sete Anões não trata apenas de Branca de Neve e do Príncipe Encantado, mas também dos sete anões e da Rainha Má e de um sem-número de seres da floresta e dos céus, desde o pássaro azul que enrubesce até a tartaruga que passa a vida inteira tentando subir um lance de escadas.O que se vê é uma tela sempre brilhando e palpitando de movimento e invenção onde se insere a estória principal, apavorante como em todos os contos de fada, envolvendo a Rainha Má, o sinistro espelho Mágico, a maça envenenada, o sepultamento em uma urna de vidro, a tempestade de raios, a saliência rochosa e a queda fatal da rainha. É uma obra unificada de grande profundidade, ao mesmo tempo, básica e sofisticada, sombria e luminosa, tangível e ilusória, única e, ainda assim universal” (Marfil).



Paraíso Infernal

17 Paraíso Infernal
(Only Angels Have Wings)
Howard Hawks, 1939
200 pontos
10 votos
1 pole



“Um milagre acontece em Paraíso Infernal. Temos Cary Grant e Jean Arthur como o par romântico. Temos uma ilha e uma pequena companhia de aviação, o mau tempo e o interesse mútuo entre duas pessoas. Até aí tudo bem. O milagre é que por mais que se observe a direção de Howard Hawks, num dos momentos mais inspirados de sua brilhante carreira, nunca saberemos em que medida ele realiza o feito de juntar vários ingredientes que desaparecem numa mistura perfeita de aventura e romance. Hawks, como Ford e Walsh, tinha a incrível habilidade de apresentar todos os trunfos num tom certo e fazer com que eles permaneçam invisíveis. O que vemos é o resultado, mas não chegamos nem perto de identificar o caminho. É a arte de contar uma história por intermédio de uma câmera, de deslocar os atores no espaço e realizar cortes invisíveis. Arte a que poucos tem acesso” (Sergio Alpendre, Chip Hazard).



Frank Capra

18 A Mulher Faz o Homem
(Mr. Smith Goes to Washington)
Frank Capra, 1939
198 pontos
9 votos
sem poles



“Obsessão e decepção andam lado a lado neste clássico absoluto de Frank Capra. Obsessão que é fruto de uma paixão irrefutável de um homem (in)comum pelos ideais de justiça, integridade e liberdade que a Constituição de seu país preconiza. O little man de Capra, encarnado pela segunda vez na figura de James Stewart, assume o cargo de senador em Washington apenas para fazer número e contar voto na bancada de seu partido. É ao “sair do túnel” que sua vertigem de admiração por seus presidentes e sua plena crença na bondade inerente ao ser humano sofrem um baque diante da corrupção que move o sistema político. Seguindo no sentido contrário do Willie Stark de A Grande Ilusão (outro clássico que aborda os mesmos temas), Jefferson Smith inicia a batalha do verdadeiro representante do povo contra a máquina de interesses, resultando num dos momentos de redenção fundamentais do cinema deste autor americano. E Capra se delicia na direção, com um senso bem racional de enquadramento, tendo em Stewart o intérprete perfeito de sua convicção na dignidade do homem. Setenta anos desde seu lançamento, A Mulher Faz o Homem ainda é relevante. Um filme político, mas, sobretudo, um filme de caráter” (Renato Silveira).



Alfred Hitchcock

19 Os 39 Degraus
(The 39 Steps)
Alfred Hitchcock, 1935
184 pontos
10 votos
sem poles



“Hitchcock ainda não era o ‘mestre do suspense’ quando este filme foi lançado. Mas Os 39 Degraus, sua primeira obra-prima e o melhor de sua fase inglesa, estabeleceu as bases para triunfos futuros: é o pai de Intriga Internacional, Sabotador e outros clássicos do gênero de espionagem, repletos de peripécias e humor, nos quais um homem comum é envolvido em uma trama complexa e precisa se desdobrar para provar sua inocência. Outras características dos filmes mais divertidos do cineasta surgem aqui: o malfadado protagonista dependerá da ajuda de estranhos que, sob as circunstâncias, fazem a coisa certa ao fazer algo que aparentemente não deveriam (ou seja, o que é ético não é necessariamente o que é socialmente aceitável); o vilão não apenas se assemelha muito pouco ao que na vida real tomamos por um marginal, mas é um membro “respeitável” da sociedade; temos o artifício do McGuffin, extremamente engenhoso, que dá razão de ser a um dos mais interessantes personagens da filmografia do diretor, Mr. Memory; e o final, apoteótico, ocorre em um local público extremamente famoso. Em 1935, Hitchcock ainda não era mestre _mas lançou seu primeiro filme digno de mestre” (Marcelo V., Cinema Cuspido e Escarrado).



FW Murnau

20 Tabu
(Tabu)
F. W. Murnau e Robert J. Flaherty, 1931
152 pontos
7 votos
sem poles



“Iniciado com a colaboração de Robert J. Flaherty (Nanook, o Esquimó, A História de Louisiana…), as divergências entre o critério documentarista deste e o sentido dramático de Murnau fizeram com que Flaherty abandonasse as filmagens. Apesar disso, no entanto, no filme aparecem magnificamente fundidos o realismo documental (cenas ambientais, danças, etc) e o subjetivismo criador do autor de Nosferatu, para o qual a natureza e as paisagens são um expressivo décor em que insere um poema trágico de amor na fábula de um casal de jovens indígenas da ilha de Bora-Bora apaixonado e feliz. Mas o Grande Sacerdote vem a escolher a mulher para ser consagrada aos deuses, e, portanto, declarada tabu em relação aos homens. O homem, porém, não aceita tal destino e rapta a amada para viver numa ilha distante. O Grande Sacerdote descobre o paradeiro do casal e se apodera da jovem, mas o amante, desesperado, trata de seguir a nado a barca que a conduz. Extenuado, morre no mar. Tabu praticamente não tem diálogos. A expressão se dá pela imagem e pela música. O tema desta obra-prima é o da inútil luta do homem contra a fatalidade do destino. Filme de extraordinária beleza formal e expepcional qualidade poética, é considerado um dos pontos altos da expressão lírica cinematográfica” (André Setaro).

21 Monstros
Tod Browning, 1932
135 pontos – 7 votos

22 A Idade do Ouro
Luis Buñuel, 1930
135 pontos – 6 votos

23 O Anjo Azul
Josef von Sternberg, 1930
133 pontos – 6 votos

24 Alexander Nevsky
Sergei Eisenstein, 1938
127 pontos – 7 votos

25 Vampiro
Carl Theodor Dreyer, 1932
124 pontos – 6 votos

26 Frankenstein
James Whale, 1931
122 pontos – 6 votos

27 Do Mundo Nada se Leva
Frank Capra, 1938
113 pontos – 5 votos

28 Eu Nasci, Mas…
Yasujiro Ozu, 1932
99 pontos – 5 votos

29 O Morro dos Ventos Uivantes
William Wyler, 1939
98 pontos – 5 votos – 1 pole

30 Filho Único
Yasujiro Ozu, 1936
95 pontos – 4 votos

30 A Dama Oculta
Alfred Hitchcock, 1938
95 pontos – 4 votos

32 Ninotchka
Ernst Lubitsch, 1939
91 pontos – 5 votos

33 O Homem de Aran
Robert J. Flaherty, 1934
90 pontos – 4 votos

33 Terra
Aleksandr Dovzhenko, 1930
90 pontos – 4 votos

35 Diabo a Quatro
Leo McCarey, 1933
88 pontos – 4 votos

36 A Besta Humana
Jean Renoir, 1938
77 pontos – 4 votos

37 As Aventuras de Robin Hood
Michael Curtiz e William Keighley, 1938
71 pontos – 4 votos

38 Zero de Conduta
Jean Vigo, 1933
71 pontos – 3 votos

39 Drácula
Tod Browning, 1931
66 pontos – 3 votos

39 Divertimento Campestre
Jean Renoir, 1936
66 pontos – 3 votos

39 Sócios no Amor
Design for Living, 1933
66 pontos – 3 votos

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